sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Quase 1

 
 
Já é madrugada e eu parei um minutinho pra ouvir a nossa música.

Como é difícil olhar para trás e ver que tudo aquilo que construímos desmoronou como um castelo de areia feito na praia. Lembro de quando eu era criança e adorava brincar com eles quando ia para a praia no verão, mal sabia que um dia estaria comparado com a minha vida.

Não me arrependo de nada que fiz por você, talvez no inicio, l
ogo quando começou a doer de verdade, hoje vejo que fiz tudo aquilo porque simplesmente você era a pessoa que tornava as coisas mais fáceis e que quando eu sentia medo, você estaria lá. Por um tempo.

As coisas mudaram e você já não tinha certeza das coisas que me dizia e eu ? Eu já não sabia se deveria acreditar em você depois do seu primeiro erro.

Tinha tanta certeza que daquela vez as coisas iriam fazer sentido e que eu não iria precisar me perguntar porque nunca dava certo, afinal, você era o cara.

De coração, te acho o cara mais inteligente que conheci, sua lábia teu sorriso, tuas palavras, teu conselhos, teus consolos, teus abraços apertados, e o eu te amo que saia da sua boca com tal facilidade que me encantava depois as tuas desculpas me fizeram crer que você é extremamente inteligente.

Não me arrependo do que fiz ou das coisas que aconteceram, só gostaria de ter feito diferente.

Daqui poucos meses fará um ano que não tenho noticias suas, na verdade a pouco tempo descobri que sua vida vai muito bem, mas acho que é assim mesmo, precisávamos tentar pra saber se iria dar certo, só que no meu ponto de vista, tem coisas muito melhores para acontecer com a gente.

Quem sabe um dia a gente não se esbarra por ai em alguma cafeteria... quem sabe.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

4x series 8

Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das revistas, as dez mais bonitas. Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o preço do pão, o jeito como você corta o cabelo. Mudam-se os sonhos, o clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si mesma. Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda. Não fica velho, nem ultrapassado. Quer saber? Acho amar a coisa mais eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais ousado – e mais antigo – que isso. Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito (e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o coração.
É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito mais belo. E é o amor (e só ele!) que nos traz o valor exato das coisas simples. E você não precisa necessariamente amar uma pessoa. O amor é democrático. Você pode – e deve – amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar alguém (essa, sim, é a melhor combinação!). E também amar a vida. Amar um projeto. Um trabalho. Um sonho. Ou – porque não? – simplesmente amar o amor. Se todo amor vale a pena? Eu acredito que sim. O mundo não está triste só por causa das guerras, do superaquecimento global e do tal “salve-se quem puder” As pessoas se escondem atrás das tecnologias e de um falso liberalismo pra camuflar seus medos. Para enganar seus desejos. Ah, me desculpem, mas no fundo todo mundo quer mais é se apaixonar! Mentira minha? Duvido. Todo mundo quer amar, todo mundo quer encontrar alguém especial, todo mundo quer se livrar do medo que nos impede de andar de mãos dadas. É certo que há quem prefira o morno, os relacionamentos superficiais, as noites vazias. (Relacionamentos trazem tantos problemas e alegrias quanto estar só, isso é uma verdade). Mas tenho a impressão de que todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria graça. (E não haveria tantos poetas, tantas canções bonitas e tanta insônia por aí).
Escrevi, uma vez, uma letra onde canta a seguinte frase: “Será que amar é mesmo tudo”? Na época eu não saberia responder. Mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: não, amar não é tudo. É quase tudo. Amar é o começo. O primeiro parágrafo. A primeira nota. É o que canta (e encanta). Amar é que nos faz falar. É o que nos faz acordar. É o que nos faz dizer “Bom dia” com o sorriso mais livre do mundo. Se eu estou amando? É, devo admitir. Depois de vários romances sem fim, me apaixonei por mim mesma. E, como presente, ganhei um novo amor que é fruto de todos os grandes amores que tive. Sorte minha? Talvez. Mas amor não é apenas sorte. Não pensem também que amor é a solução pra todos os nossos problemas. Não. Amor não é solução. Amor é prêmio. Recompensa feliz para quem – afinal de contas – conseguiu manter-se fiel a si mesmo. Por isso, escrevo esse texto. Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, acho o AMOR o exercício mais radical que podemos fazer.
Fernanda Mello
 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Reflexão: "Centimetro"



Eu gosto da linha reta cinza no seu joelho quando você coloca a calça de moletom leve. É ali que você deposita o pedaço esquerdo do seu queixo pra descansar o pensamento num gesto mais antigo. Eu gosto como as sobrancelhas tentam, apesar do momento garoto, voltar à posição ereta de quem já sabe alguma coisa. Então fica a briga do peito sobre a perna e da sobrancelha sob o mundo. No meio de tudo isso você me olha reto, direto, verde, largo. Eu chamo de azul e você briga comigo.Eu gosto das possibilidades da sua testa. Quando seu cabelo sujou um pouco, no fim do dia, e fica um topete meio duro pra cima. E dai você é um elevador de pensamentos que cutucam como lanças de brinquedo, a voz meio abafada querendo controlar alguma sinceridade muito alta. Sua loucura chega em frases muito curtas e com a desculpa de ser uma graça. Logo depois é como o calor que cessa no fim de tarde. O banho derruba a poeira do seu dia e agora a franja fica mais próxima dos seus olhos. Você é bonito demais para alguém que pensa tanto e é quase injusto pro mundo existir alguém com tanto das duas coisas que só se tem muito de uma só.Eu gosto de olhar sua mão enorme e pensar que você poderia me tocar mesmo que eu tivesse num quarto só meu e bem longe de um quarto só seu. O tamanho da sua mão viola meu espaço com respeito.Eu gosto das quatro manchas vermelhas que eu deixo no seu pescoço só porque encostei o lábio. Eu gosto da sua falta de mira pra sujar a minha barriga. Eu gosto da linha infinita que vai de uma ponta de ombro até a outra ponta. Eu gosto da linha infinita que vai do seu calcanhar até o osso da bacia. Seu rascunho é o desenho de um estilista gay desejando uma mulher.Eu gosto quando você lá das alturas me abraça e parece pequeno. Eu pergunto o que é isso que deixa seu rosto tão interessante e você explica que é mistura de italiano com gente do mato. Não tem nada de alemão? Você ri. Você sempre ri quando me aproximo demais de algo que talvez nem exista. E logo depois fala algo bem íntimo que nem era a hora. Eu gosto que você se esconde na esquina entre meu olho e meu nariz e o seu mistério não me dá aquele medo errado.Eu gosto que todas as suas roupas são azuis mesmo não sendo. Eu gosto do seu armário de madeira que não é madeira e que combina com a escrivaninha e com a cabeceira da cama. Eu gosto do seu travesseiro com um desenhinho. Eu gosto da palma do seu pé e sei que essa frase está errada. Eu gosto que o lábio inferior desaparece um pouco quando você diz uma ironia ou quando acha que é gostoso. Eu gosto que você explode sem perder um ponto sereno e intocável nos olhos, como se nada estivesse acontecendo. Eu gosto que quando nada está acontecendo seus olhos não perdem um brilho de dor. Eu gosto que você não sabe se sabe cuidar mas queria ajudar a menina passando mal no avião.Tem dez minutos que acordei e já gostei de você um milhão de vezes hoje. Eu gosto que você é um começo daquele tipo de flor que dispara em mim o regador assassino de um milhão de gotas d’água. Mas eu gosto mais ainda de um arco-íris pixelado que me cumprimenta discretamente da janela, como se existisse a esperança de uma planta esperta que não fica propositalmente distraída, de boca aberta, pra ser cúmplice do meu medo.


Tati Bernardi

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Copie



Quem acompanha Malhação deste ano sabe muito bem quem é a " rebelde" Lia.
Eu assisto sempre que posso e confesso que estou adoooorando essa temporada, a anterior foi legalzinha, mas prefiro essa. Essa coisa de rede sociais, musica e jovens com instintos e vontades a flor da pele me deixam animada rsrs', e a Lia é um dos papeis que eu mais gosto e me inspiro muito nela.
Resolvi me inspirar nela no novo post...

O estilo da Lia é daqueles com pegada "rocker" adora um "shortinho" rasgado, camisetas de banda, coturnos, esmalte preto e pouca maquiagem,o máximo é o lápis preto e um pouquinho de sombra preta, e claro, ela é cheia de atitude.
























A Taylor Momsen mudou bastante desde a época de "Gossip Girl" em que interpretava a Jane, toda fofa e romantica, hoje ela se dedica totalmente a sua banda de rock e com isso mudou bastante de moçinha a mulher fatal. A Miley Cyrus quando interpretou a Lol em "Lola" também tinha uma pegada rebelde na hora de se vestir, nessa foto nem tanto, mais é bem legal essa sobreposição de jeans e vestidinho. 
Separei algumas acessórios pra vocês verem..

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Depois que o tempo "passa"


Depois que um  tempo passou após a separação, pensei que tudo aquilo que eu sentia iria continuar me tirando o sono, ou fazendo com que meu mundo inteiro estivesse a ponto de desabar, mas vejo que não, mais uma parte  disso é culpa sua, lutei tanto por você, chorei tanto por você, com você estava tudo perfeito, longe de você era tudo imperfeito, tudo pela metade. Só que eu cansei e coloquei logo um fim naquilo que causava o sofrimento, as lagrimas, o cansaço e cheguei a perceber que o perfeito na verdade era totalmente imperfeito e nunca, nunca vai deixar de ser.

No final, eu acabei apaixonada por você.




Sabe, por mais que eu escreva, sinta vontade de escrever e dizer tudo aquilo que está na minha cabeça, não me parece eu isso poderá resolver alguma coisa, porque ao contrario do que vocês pensam, escrever não vai resolver nem metade de tudo que se passa naquele filme que eu mesma produzi, tentando entender onde tudo começou. Na verdade, na verdade, eu até sei onde tudo começou, foi naquele dia  em que adicionei você como mais um amigo na minha rede social pouco popular, quando te dei o primeiro oi, quando minha melhor amiga disse que estava apaixonada por você, e até que em fim, no dia em que te olhei pela primeira vez, te abracei e percebi que o que eu queria não era a tua amizade. Naquele momento era até bonito de olhar o que os seus olhos poderiam causar em mim, como cada toque poderia desencadear o que a um tempo eu não sentia mais... Enfim, eu me apaixonei por você, até a sua primeira falha e depois a segunda, a terceira, e até que enfim deixei você ir embora da minha vida como se alguém virasse a pagina de um livro, não olhei para trás, só fiquei pensando o porque tudo aquilo aconteceu no capitulo anterior.
Depois de ter lido o tal livro algumas vezes eu agora gostaria de saber se os personagens principais dessa historinha estão bem, será mesmo que você está bem ?! Eu espero que sim, é que eu só queria te ver de longe, juro que eu fico longe de você, ainda tenho medo da reação que você causa em mim, mais ver os seus olhos novamente, é, aqueles que me fizeram acreditar em algo novamente, me faria um bem danado.

Há, eu ainda não consigo ouvir a minha banda favorita, mais isso é coisa minha e sua.

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O primeiro oi.

Meu nome é Joyce Aquino, tenho 17 anos ( quase 18), estou terminando o ensino médio, logo começarei faculdade de Publicidade e propaganda ( paixão). 
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Ultimamente as pessoas andam perguntando muito pra mim como eu sou, ou como eu acho que eu sou, mas tenho a ideia fixa de que ninguém sabe realmente se descrever. O que vão dizer: " Sou morena, branca, baixa, alta, gordinha, magra e afins", é o que sempre dizem.
Pois bem, não sei dizer como eu sou, mas eu sinto que as pessoas sabem muito bem quem eu sou, pelo menos aqueles que estão comigo sempre. Odeio me auto rotular, tipo um produto de supermercado, prefiro ser mais que isso, ser verdadeira com o que eu sinto, ser verdadeira no que eu digo, no que eu faço, prefiro ser positiva. Tenho muita insegurança guardada dentro de mim, insegurança, medo que a qualquer minuto pode explodir pro mundo inteiro ver os meus pontos fracos, eu sei, não deveria, mas como eu disse, prefiro ser verdadeira no que eu sinto e no que eu digo. Eu sei que tenho muita coisa boa pra mostrar pra muita gente, eu sei que eu posso ser aquilo que eu quero ser e é o que eu sempre digo pras pessoas que me perguntam algo."Não importa o que vão dizer a teu respeito, a unica coisa que realmente vai dizer o que você é, é a sua força de vontade e o desejo do seu coração de ser muito mais do os outros acham que você possa ser". Seja você.
...
Eu precisa muito de um espaço onde as pessoas poderiam ver o que eu penso, o que eu gosto, como eu me sinto. Adoro escrever, então acho que esse foi o momento certo de criar alguma coisa.